Flávio Bolsonaro aciona TSE contra rede de perfis que espalha fake news pró-Lula

Candidato do PL pede suspensão de 32 perfis e remoção de 221 publicações acusadas de desinformação em massa

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra rede de perfis que espalha fake news pró-Lula
Flávio Bolsonaro durante reunião com lideranças partidárias. Foto: Datafolha — Foto: Datafolha: 25% dos eleitores de Flávio votam para derrotar Lula

Flávio Bolsonaro apresentou ação no TSE na noite de quinta-feira contra rede de Instagram acusada de espalhar fake news sobre sua campanha.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou na noite de quinta-feira (8) uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Lula (PT). A ação detalha a atuação de uma rede organizada de perfis do Instagram ligada à reeleição do petista para espalhar fake news.

Segundo a petição de 196 páginas dirigida à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, as publicações acusadas afirmam que Flávio Bolsonaro iria privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS), acabar com o Bolsa Família, extinguir o 13º, fazer cortes no programa Farmácia Popular, congelar aposentadorias, dar um golpe de Estado, implementar uma ditadura, impor jornada de trabalho de 16 horas por dia e escala de “7×0”, além de mencionar interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira.

A ação pede em caráter liminar a suspensão de 32 perfis apontados como “núcleos de produção de desinformação”. Também solicita a remoção de 221 publicações em 24 horas, o bloqueio de collabs entre 48 perfis apontados como principais da rede, e uma ordem para que a campanha de Lula e os perfis ligados a ela não distribuam as postagens.

“Esta ação não trata de uma publicação infeliz, de uma crítica áspera ou de um exagero próprio do embate eleitoral. Trata de uma engrenagem”, afirma a petição.

A defesa de Flávio solicita ainda a quebra de sigilo dos responsáveis por perfis anônimos, multa de R$ 100 mil por hora às plataformas e de R$ 50 mil por post a quem descumprir as ordens.

O centro da acusação é a “collab”, ferramenta do Instagram que permite que até seis perfis assinem a mesma publicação. Com ela, o post aparece na página de todos os coautores, soma as audiências e ganha mais impulso do algoritmo. Segundo a defesa de Flávio, a ferramenta é lícita, mas vem sendo usada como “multiplicador industrial de conteúdo falso ou gravemente descontextualizado”.

Os advogados coletaram 2.856 publicações de 146 perfis entre 5 e 7 de outubro e acusam a existência de 46 perfis de grande alcance da militância digital pró-Lula, além de 100 perfis que mais aparecem com eles em collabs. O resultado é o que a ação chama de “núcleo de desinformação” com 218 publicações, das quais 24 foram classificadas como falsas e 194 como “descontextualizadas sem confirmação”.

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