Candidato do PL muda posicionamento na reta final da campanha presidencial, segundo análise de especialista

Flávio Bolsonaro votou a favor do fim da escala 6×1 no Senado após resistir à proposta. Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos.
Flávio Bolsonaro (PL) votou a favor do fim da escala 6×1 no Senado após resistir à proposta, segundo análise do especialista em Política Teo Cury. A mudança de posicionamento ocorre na reta final da campanha presidencial de 2026.
O candidato havia chamado anteriormente o debate de “oportunismo eleitoral” e “hipocrisia”, afirmando que não era o momento apropriado para discutir o tema. Ainda assim, votou favoravelmente à medida, sinalizando que pode alterar a regulamentação caso seja eleito.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou historicamente sua posição e a do Partido dos Trabalhadores ao defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. A campanha de Lula propôs uma emenda para alterar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre segurança pública, demonstrando abertura ao debate.
Segundo Teo Cury, os ajustes de discurso dos dois candidatos refletem dificuldades enfrentadas nas urnas. “Os dois veem um momento de dificuldade nas urnas, por mais que o Flávio Bolsonaro tenha vantagem com relação ao presidente da República, mas todos notam que é uma eleição extremamente polarizada, uma eleição muito apertada”, afirmou o analista. Os institutos de pesquisa têm deixado clara essa dinâmica no segundo turno.
Especialistas em segurança pública alertam que a redução da maioridade penal pode aumentar o número de prisões de jovens e abastecer o crime organizado e as facções criminosas dentro dos presídios, conforme observado por Teo Cury.
Além dos ajustes de discurso, as campanhas disputam mobilização popular. Uma grande manifestação de apoiadores de Lula ocorreu na Avenida Paulista e em outras cidades como Rio de Janeiro e Brasília — movimento incomum para a esquerda. “Normalmente, quem estava lotando a Avenida Paulista eram os eleitores de direita, não os de esquerda”, observou Teo Cury.



