Grupo de pesquisa acompanhou confronto e identificou que frases dos candidatos soaram artificiais e evasivas

Estratégias de Flávio Bolsonaro e Lula no debate presidencial na Globo encontraram resistência com eleitores monitorados em grupo de pesquisa.
O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) tentou criar identificação com o eleitor do Nordeste ao se apresentar como “o carioca mais nordestino” no debate presidencial realizado na Rede Globo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu à orientação para que o público pesquisasse no Google. As duas estratégias encontraram resistência no confronto, de acordo com grupo de pesquisa que acompanhou o evento em tempo real.
A reação dos participantes do grupo colocou em evidência que a frase de Flávio sobre o Nordeste soou artificial e não produziu identificação esperada. De acordo com a análise do grupo, o candidato do PL teve melhor recepção ao falar de segurança pública e ao mencionar nomes técnicos para os ministérios.
No caso de Lula, a insistência no Google enfraqueceu a oportunidade de demonstrar domínio dos assuntos, segundo o acompanhamento do grupo. A experiência teve valor quando o presidente associou a orientação a programas sociais e entregas de governo. Contudo, ao transferir ao eleitor a busca por informações, deixou de sustentar seus argumentos no momento em que era cobrado a fazê-lo.
As reações do grupo também se concentraram na troca de acusações sobre sigilos e patrimônio entre os candidatos. Houve críticas aos dois pela quantidade de espaço dedicado aos ataques pessoais e cobrança por mais detalhes sobre as propostas. As avaliações desse tipo são monitoradas pelas campanhas para identificar argumentos que funcionam e movimentos que precisam de correção.
A imagem de preparo de Flávio perdeu força diante de respostas consideradas evasivas e promessas sem detalhamento, conforme a análise do grupo de pesquisa que teve acesso à CNN.



