Conflitos no Oriente e entre Rússia e Ucrânia elevam preço do petróleo e impedem queda de taxas de juros globalmente

FMI alerta sobre preços altos de energia e dívida pública recordes. Conflitos armados impactam petróleo e combustíveis, forçando bancos centrais a manter juros elevados.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), através de sua diretora Kristalina Georgieva, alertou nesta quarta-feira (7) que a economia global enfrenta pressões crescentes com preços persistentemente elevados da energia, dívida pública em níveis recordes e riscos associados ao boom de investimentos em inteligência artificial.
Dois conflitos armados em curso impactam diretamente o preço do petróleo, dos combustíveis, do frete e de insumos essenciais como fertilizantes. “O que está acontecendo no mundo? Duas guerras que afetam o preço do petróleo, o preço de combustíveis, consequentemente o preço de frete e, dentro da cadeia petroquímica, nós temos insumos essenciais para a produção de alimentos.”
A guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário ao pressionar o preço do diesel, enquanto a Ucrânia atinge instalações russas de refino. Os custos de seguro também subiram significativamente. Esse conjunto de fatores obriga os bancos centrais ao redor do mundo a manter ou elevar as taxas de juros para conter a inflação.
“Não existe perspectiva de queda de juros nesse momento nas economias desenvolvidas, nas principais economias do mundo.”
Mentre isso, o Brasil possui margem específica para redução dos juros relacionada ao controle do gasto público. A expectativa de equilíbrio fiscal e a interrupção da trajetória ascendente da dívida reduzem o risco de emprestar dinheiro ao país, o que permite uma queda nas taxas de juros por esse motivo específico.
“É exatamente o corte, a expectativa do corte do exagero do gasto público, do controle das contas públicas, que traz essa perspectiva para o Brasil.”
Nesse contexto, circula um possível plano que prevê cortes de até 200 bilhões de reais nas despesas públicas.



