Galeria Metrópole fecha portas e impede ato pró-Lula em São Paulo

Centro comercial no centro de SP bloqueou entrada e saída de clientes na quinta-feira para evitar manifestação na praça em frente ao prédio.

Galeria Metrópole fecha portas e impede ato pró-Lula em São Paulo
Galeria Metrópole vetou ato pró-Lula e impediu lançamento de livro em SP — Foto: Reprodução

Galeria Metrópole, no centro de São Paulo, fechou as portas na quinta-feira (15/10) e bloqueou entrada e saída de clientes para impedir ato em defesa da democracia.

A Galeria Metrópole, tradicional centro comercial no centro de São Paulo, fechou as portas na quinta-feira (15/10) e bloqueou a entrada e saída de clientes para impedir um ato de mobilização em defesa da democracia.

O evento, marcado para as 18h30 na Praça Dom José Gaspar em frente à galeria, visava à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com organizadores, houve uma tentativa para que o evento acontecesse dentro do centro comercial, mas o ato foi transferido para a praça após negativa da administração do edifício.

A manifestação contava com apoio de 15 editoras de livros e 33 estabelecimentos comerciais que funcionam na galeria. Segundo a convocação, “editoras e sebos progressistas se reúnem na Galeria Metrópole, em São Paulo, ao lado de professores, artistas, lojistas, representantes políticos e formadores de opinião, em um ato público de mobilização em defesa da democracia”.

Às quintas-feiras, a galeria costuma funcionar até as 23h. Por volta das 18h, os portões foram fechados. Conforme relatos de um grupo de lojistas, “a administração do prédio baixou as portas sem aviso prévio, com a justificativa de que uma manifestação partidária aconteceria na praça Dom José Gaspar”. De acordo com os comerciantes, clientes, funcionários e consumidores foram proibidos de entrar e sair da galeria.

O fechamento também impediu o lançamento do livro “Meu Pai é Viajante”, da fotógrafa Mônica Zarattini, que contaria com uma sessão de autógrafos e roda de conversa às 19h. A obra retrata a relação da autora com o pai, o ex-deputado Ricardo Zarattini (PT), preso político na época da Ditadura Militar. Sem acesso ao interior da galeria, a fotógrafa montou uma estrutura na praça para atender ao público. Mônica é mãe de Luna Zarattini (PT), eleita deputada federal por São Paulo neste ano, que também estava presente.

Nas redes sociais, lojistas, manifestantes e consumidores alegaram censura e boicote pela ação da administração da galeria.

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