Marcelo de Oliveira Rocha teve morte cerebral diagnosticada no domingo. Vídeo mostra cercamento e roubo de celular transmitido em rede social.

Suspeitos cercam engenheiro durante evento da Banda Esquerdantina e anunciam roubo de celular. Vítima foi levada a hospital com morte cerebral diagnosticada.
Um grupo suspeito de agredir e roubar o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha transmitia uma live em rede social no momento em que cercou e atacou a vítima durante um ato pró-Lula em Santos, no litoral paulista, na última sexta-feira (23/10), com intuito de roubar um celular.
Rocha teve morte cerebral diagnosticada neste domingo (25/10), segundo relato de familiares. O quadro é considerado irreversível.
O vídeo da transmissão ao vivo mostra o grupo cercando o jovem e anunciando o roubo do celular. Rocha tenta escapar, mas é agredido e cai instantaneamente no chão. Na live, é possível ouvir uma mulher do grupo comentando que a vítima “apagou”. A ação dura pouco tempo e os suspeitos fogem a pé e em bicicletas.
Imagens de câmera de segurança registram a ação. Após a fuga do grupo, pessoas comparecem para prestar socorro ao jovem desacordado. Rocha foi levado a um hospital.
O engenheiro participava de evento organizado pela Banda Esquerdantina, em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O petista foi reeleito neste domingo com 51,77% dos votos válidos ante 48,21% do candidato derrotado, senador Flavio Bolsonaro (PL).
Em relato, Luiz Santana, músico do Esquerdantina, afirmou que episódios deste tipo nunca aconteceram em outras apresentações da banda: “A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim”.
A banda se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência. Em nota oficial, o Esquerdantina exigiu a “rápida apuração” do caso e “consequente punição dos responsáveis”, manifestando solidariedade à vítima e seus familiares. O comunicado alertava para “os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”.



