Kassio Nunes Marques vota no segundo turno das eleições em Brasília

Presidente do TSE registrou voto no Lago Sul e acompanhou teste de integridade das urnas pela manhã

Kassio Nunes Marques vota no segundo turno das eleições em Brasília
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, votando em Brasília. Foto: Justiça garante transporte e intérpretes para quilombolas irem às urnas

O presidente do TSE e ministro do STF, Kassio Nunes Marques, votou neste domingo no segundo turno das eleições em Brasília, registrando seu voto por volta das 8h.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, votou neste domingo (25) no segundo turno das eleições presidenciais em Brasília (DF). O magistrado registrou seu voto por volta das 8h, no Lago Sul, região nobre da capital federal.

Antes de comparecer à seção eleitoral, Nunes Marques acompanhou o teste de integridade das urnas, conhecido como “zerésima”, procedimento que atesta a ausência de votos no equipamento antes do início da votação. Cinco outros ministros da Suprema Corte também votaram em Brasília neste domingo.

“Expectativa é que tudo transcorra em paz e na normalidade”, afirmou o ministro a jornalistas após registrar o voto.

A condução do segundo turno das eleições presidenciais no TSE foi marcada pela atuação central de Nunes Marques. Diante do acirramento da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do expressivo volume de ações protocoladas, a gestão do magistrado concentrou esforços no aumento da capacidade de processamento do tribunal.

Para conter o afunilamento de demandas, Nunes Marques ampliou o calendário de sessões virtuais do plenário dedicadas aos processos de propaganda para três reuniões semanais, além de reforçar a equipe de juízes auxiliares responsáveis pela fiscalização dos conteúdos eleitorais.

O presidente do TSE promoveu interlocução direta com os comitês das duas chapas presidenciais. Em reuniões com representantes de ambas as campanhas, o ministro propôs um pacto de autorregulação para a divulgação de conteúdos nas redes sociais e defendeu acordos mínimos para reduzir a sobrecarga de representações enviadas à Corte na reta final do pleito.

Dentro dessa estratégia de combate à desinformação no ambiente digital, o TSE cobrou esclarecimentos da Meta para conter a circulação de áudios fraudulentos que induziam eleitores ao erro sobre a data correta da votação. O tribunal também se reuniu com representantes do X, Google, TikTok e Kwai para discutir medidas que reforçassem o cumprimento das normas eleitorais.

Segundo dados do TSE, 158.745.463 brasileiros compareceram às urnas no pleito deste ano, número que representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.

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