Infraestrutura, saúde e economia dominaram os dois primeiros blocos do encontro realizado a dois dias das eleições presidenciais

Debate entre presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL) manteve tom de acusações, mas dedicou mais tempo a propostas de governo
O debate realizado a dois dias das eleições entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) manteve o tom de troca de acusações, mas teve maior foco em propostas em relação ao encontro anterior, realizado no domingo anterior. Temas como infraestrutura, saúde pública e política econômica foram minimamente aprofundados nos dois primeiros blocos. Quando ambos tiveram tempo livre, porém, os programas de governo ficaram em segundo plano.
Investigações do Banco Master e levantamentos de sigilo ocuparam a pauta durante a parte livre do debate. O petista voltou a defender a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que amplia os poderes da União sobre segurança pública.
Segundo Lula, o combate à violência é atribuição dos estados e, com a PEC, o governo federal terá mais ferramentas para enfrentar a criminalidade caso seja reeleito. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apostou no tema de segurança pública para desgastar o adversário. O assunto aparece no topo das pesquisas de opinião sobre preocupações dos brasileiros.
Flávio voltou a criticar as autorizações para presos saírem do cárcere em datas especiais e prometeu penas mais duras a criminosos. Outro flanco usado pelo candidato bolsonarista para tentar desgastar o presidente foi a economia. Flávio afirmou que o país está em crise e que o custo de vida está muito alto, atribuindo a realidade ao descontrole das contas públicas.
Lula rebateu citando o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado internacional do bolsonarismo que adotou política de cortes de gastos mas enfrenta resistência da população por ter reduzido investimentos em diversas áreas.


