Lula toca música de Nossa Senhora em comício em São Paulo

Execução ocorre dias após polêmica envolvendo candidato Flávio Bolsonaro e fake news sobre padroeira do Brasil

Lula toca música de Nossa Senhora em comício em São Paulo
Comício de Lula em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, neste sábado (26)

Canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos foi executada em campanha de Lula dias após fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou comício em São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, neste sábado (26). A canção “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, foi executada antes do início da caminhada. A música, lançada em 1993, é uma homenagem à padroeira do Brasil e à tradição católica.

A execução ocorreu poucos dias após conteúdos publicados nas redes sociais associarem o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um suposto projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro negou a informação e afirmou que não existe proposta nesse sentido.

O episódio envolvendo a santa ganhou espaço na campanha presidencial ao longo desta semana e provocou manifestações de integrantes da chapa de Lula. Na sexta-feira (25), o vice-presidente Geraldo Alckmin publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirmou que as tradições religiosas seriam preservadas caso ele e Lula continuassem no governo.

Também na sexta, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, publicou uma fotografia de Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. “Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!”, escreveu na legenda.

A polêmica ganhou força na noite de quinta-feira (24), após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes na GloboNews. Ela afirmou que havia uma reação de setores da Igreja Católica a um grupo de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A GloboNews se retratou e pediu desculpas, esclarecendo que o projeto citado havia sido apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli. O texto previa alterações na legislação sobre o feriado de 12 de outubro e na referência à santa como padroeira do Brasil, mas foi arquivado em 2008 e não tem relação com Flávio Bolsonaro.

Com a repercussão, o caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro André Mendonça determinou a remoção de publicações que tratavam como verdadeira a informação de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

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