Ministério Público descarta maus-tratos e aponta problemas de saúde como causa da morte do cão Orelha em Florianópolis

Ministério Público de Santa Catarina pediu arquivamento do caso cão Orelha após perícias descartarem agressão e maus-tratos.
Contexto e principais conclusões da investigação sobre o caso cão Orelha
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu arquivamento da investigação envolvendo o caso cão Orelha, ocorrido em Florianópolis. A apuração, concluída na última sexta-feira (8), baseou-se em perícias, imagens de câmeras e depoimentos, e afastou a hipótese de maus-tratos, indicando que o animal já sofria de problemas graves de saúde antes de sua morte. O adolescente investigado não foi encontrado com o cão no período da suposta agressão, conforme análise das evidências reunidas.
Análise das imagens e divergência nos horários registrados pelas câmeras
Imagens captadas pelo sistema de câmeras do condomínio e do sistema Bem-Te-Vi apresentaram divergências nos horários, com diferença aproximada de 30 minutos. Essa discrepância foi crucial para descartar a presença simultânea do adolescente e do cão Orelha na Praia Brava, local onde o animal foi encontrado ferido. Quando o jovem estava próximo ao deck da praia, o cão estava a cerca de 600 metros de distância, afastando a tese de agressão recente.
Laudos veterinários e evidências de problemas crônicos de saúde no animal
Laudos veterinários obtidos após a exumação do corpo do cão revelaram ausência de fraturas ou lesões compatíveis com agressão humana. A perícia identificou sinais claros de osteomielite, uma infecção óssea severa no maxilar, além de doenças periodontais avançadas. A lesão no crânio era antiga e decorrente de um processo infeccioso prolongado. O atendimento veterinário indicou apenas inchaço no olho esquerdo, sem outras marcas externas indicativas de violência.
Impacto da vulnerabilidade sanitária e contexto dos animais envolvidos
O Ministério Público destacou a vulnerabilidade sanitária dos animais da região, citando a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, em decorrência da doença do carrapato. Este contexto reforça a complexidade do caso e a importância de monitorar a saúde dos animais domésticos para evitar casos semelhantes, além de orientar políticas públicas voltadas à proteção animal.
Procedimentos legais e apurações complementares solicitadas pelo Ministério Público
Além do arquivamento do caso cão Orelha, o MP determinou o envio da investigação à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para análise de possíveis irregularidades na apuração. Também foi requisitada investigação sobre a divulgação indevida de informações sigilosas envolvendo o adolescente citado no processo. Complementarmente, haverá uma apuração sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o apoio do CyberGAECO.
Este conjunto de ações demonstra o empenho do Ministério Público em garantir a justiça e a proteção aos envolvidos, além de combater a desinformação e preservar direitos individuais no contexto da investigação.





