Número de pessoas com altas capacidades intelectuais triplicou desde 2024. Associação Mensa Brasil aponta desperdício de potencial por falta de reconhecimento.

Paraná tem 561 pessoas identificadas com altas capacidades intelectuais, segundo a Associação Mensa Brasil. O número cresceu de 268 em 2024 para 392 em 2025.
O Paraná tem 561 pessoas identificadas com altas capacidades intelectuais, ocupando a quarta posição entre os estados brasileiros, de acordo com mapeamento da Associação Mensa Brasil de junho de 2026. O número cresceu significativamente em dois anos: 268 em 2024, 392 em 2025 e 561 em 2026.
O levantamento da Mensa Brasil, que representa oficialmente a Mensa Internacional, apontou que mais de 7 mil brasileiros já foram identificados com superdotação. São Paulo lidera com 2.645 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (686), Minas Gerais (599), Paraná, e Distrito Federal (439). Do total nacional, cerca de 3,1 mil são crianças e adolescentes e 3,9 mil são adultos.
Segundo a Associação Mensa Brasil, muitas pessoas com altas capacidades intelectuais passam a infância e a vida adulta sem reconhecer suas características. A falta de identificação dificulta o acesso a estímulos adequados e a oportunidades para desenvolver suas habilidades.
“Muitas crescem sem compreender suas próprias características, sem estímulo adequado e, muitas vezes, sem encontrar espaços onde possam desenvolver plenamente suas habilidades”, afirma Julio Cesar Campos Filho, presidente da Associação Mensa Brasil.
Para a entidade, ampliar o reconhecimento da superdotação é importante para que essas pessoas compreendam melhor suas habilidades e encontrem ambientes nos quais possam desenvolver seu potencial. “O Brasil ainda desperdiça muitos desses potenciais simplesmente porque essas pessoas nunca foram identificadas”, diz o presidente.
A Mensa Brasil realiza periodicamente avaliações presenciais em diferentes cidades do país para identificar pessoas com inteligência significativamente acima da média. Os testes são destinados a pessoas com 17 anos ou mais que estejam cursando ou já tenham cursado o ensino superior, mesmo que não tenham concluído a graduação. As avaliações são acompanhadas por profissionais de psicologia e seguem as diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP).



