Movimento oferecia estrutura jurídica e treinamento, mas partido optou por plataforma própria sem capacitação de voluntários

O PL recusou ajuda do movimento Advogados de Direita Brasil para fiscalizar eleições. Grupo afirma ter oferecido estrutura jurídica e treinamento que foi rejeitado.
O PL recusou a ajuda do movimento Advogados de Direita Brasil para fiscalizar as eleições de 2026. O grupo divulgou a informação nesta segunda-feira (26), após semanas de silêncio sobre o tema.
Segundo o movimento, foram oferecidos apoio jurídico, organização e fiscalização preventiva que não foram aceitos pelo partido. “Permanecemos em silêncio até aqui, mas não podemos ignorar que oferecemos apoio jurídico, organização e fiscalização preventiva, e que essa oportunidade foi rejeitada por quem deveria ser um dos maiores interessados na transparência do processo eleitoral”, afirma a manifestação.
A advogada Flávia Ferronato informou que o projeto “Fiscais do Mito” funciona desde 2018. Cerca de dez dias antes do segundo turno, o movimento já relatava não ter recebido autorização do PL para atuar em seu nome na fiscalização eleitoral.
O PL respondeu lançando sua própria plataforma “Fiscais do PL”, onde voluntários se cadastravam individualmente para acompanhar os trabalhos. A presidente da entidade, Géssica Araújo, declarou à Gazeta do Povo que o partido chegou a reestruturar o site após sugestões, mas apenas dois ou três dias antes do segundo turno. A proposta original seria diferente: uma área específica para acompanhamento por advogados, com aprovação pelo movimento que coordenaria os trabalhos de forma regionalizada, com treinamento e manual de fiscalização.
O PL alegou que a proposta geraria problemas na prestação de contas. Após o redirecionamento para solução própria do partido, o movimento afirmou que os voluntários não receberiam o treinamento necessário. O movimento tentou usar os escritórios locais do partido para realizar capacitação, mas a iniciativa não foi adiante.
O segundo turno encerrou com questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o resultado. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a votação de 17h para 19h minutos após o horário oficial de encerramento das seções. A decisão manteve as urnas já fechadas fechadas e permitiu que apenas as ainda abertas prosseguissem por mais duas horas.
Tanto o PT quanto o PL pediram prorrogação em algumas cidades ao Tribunal Superior Eleitoral.



