Porta-voz dos EUA diz que América Latina deve priorizar parcerias com Washington

Amanda Roberson afirmou que países da região podem escolher parceiros, mas defendeu que acordos com Estados Unidos trazem mais vantagens

Porta-voz dos EUA diz que América Latina deve priorizar parcerias com Washington
Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano, fala com exclusividade à CNN Brasil Foto: CNN Brasil — Foto: Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano, fala com exclusividade à CNN Brasil  • CNN Brasil

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirma que parcerias com Washington oferecem mais benefícios aos países da América Latina do que acordos com a China.

A porta-voz do Departamento de Estado do governo Trump, Amanda Roberson, afirmou que entre a China e os Estados Unidos a melhor opção para os países da América Latina é trabalhar com os americanos. A declaração foi feita em entrevista exclusiva à CNN Brasil nesta quarta-feira (24).

Roberson reconheceu que cada país possui autonomia para definir suas parcerias internacionais, mas defendeu que a aproximação com Washington pode trazer mais vantagens do que acordos com Beijing.

“Cada país vai decidir com quem vai trabalhar, mas acreditamos que a melhor opção entre China e Estados Unidos claramente é trabalhar com os Estados Unidos”, afirmou.

A declaração ocorreu após questionamento sobre a estratégia do governo de Donald Trump para a América Latina, conhecida como Doutrina Donroe, que visa ampliar a influência americana na região. Washington busca expandir acordos comerciais e de segurança com os países da América Latina como parte de sua agenda regional.

Segundo Roberson, as prioridades do país são segurança, prosperidade e paz. “Os Estados Unidos estão focando nesta região numa agenda de prosperidade, de segurança e de paz. Então queremos que os diferentes países na região trabalhem, fazem mais acordos com os Estados Unidos”, disse a porta-voz.

Embora não tenha sido questionada especificamente sobre a China, Roberson evocou o país e ressaltou as diferenças entre as parcerias americanas e chinesas. De acordo com a porta-voz, os Estados Unidos oferecem oportunidades que beneficiam as populações locais no longo prazo.

“Obviamente, a China é uma opção e os países podem decidir com quem vão trabalhar. Mas os Estados Unidos oferecem oportunidades que podem beneficiar a longo prazo as suas populações, criando empregos locais e também respeitando as normas trabalhistas”, declarou.

Em outro momento da entrevista, Roberson foi questionada se os Estados Unidos considerariam repetir operações militares realizadas na Venezuela em outros países da região, como Cuba e Brasil. A porta-voz não respondeu à pergunta específica sobre possível operação militar no Brasil e concentrou sua resposta em Cuba e Venezuela.

Segundo Roberson, Washington deseja uma “Cuba livre” e mantém contato com líderes interinos de Caracas para buscar estabilidade e prosperidade. Questionada novamente sobre uma possível operação militar em Cuba, a porta-voz não descartou a possibilidade.

“É impossível saber o que poderia acontecer ou não no futuro”, respondeu Roberson sobre operações futuras.

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