PSD entra no STF para restabelecer segundo turno entre Ruas e Paes no RJ

Partido questiona exclusão de votos de Garotinho do cálculo e pede votação para 25 de outubro

PSD entra no STF para restabelecer segundo turno entre Ruas e Paes no RJ
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). Foto: Saulo Angelo/Estadão Conteúdo e Alex Ramos/Alerj — Foto: Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD)  • Saulo Angelo/Estadão Conteúdo e Alex Ramos/Alerj

PSD protocolou ação no STF nesta quarta para restabelecer segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes pela disputa do governo do Rio de Janeiro.

O diretório nacional do PSD protocolou nesta quarta-feira (14) uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para restabelecer o segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) pela disputa do governo do Rio de Janeiro. O partido pede decisão urgente para que a votação ocorra em 25 de outubro.

Na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a legenda questiona a exclusão dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) do cálculo que define a necessidade de segunda etapa. A anulação desses 274.411 votos fez Ruas ultrapassar a metade dos válidos e vencer a eleição no primeiro turno, de acordo com o documento da ação.

No sábado (10), o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) calculou os percentuais após a exclusão dos votos de Garotinho. Ruas passou a ter 50,88% dos votos válidos, enquanto Paes ficou com 44,16%.

O PSD pede a “contabilização dos votos atribuídos a candidato que, mesmo inelegível, tenha participado regularmente do processo eleitoral, excluídos da base de cálculo para a definição da realização de segundo turno somente os votos nulos e brancos”.

O pedido busca suspender, até o julgamento definitivo da ação, os efeitos da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de 8 de outubro. A legenda quer que o TRE-RJ retome os preparativos para a disputa entre os dois candidatos mais votados.

Caso não seja possível realizar a votação no dia 25, o partido pede, como alternativa, que o TSE marque o eventual segundo turno em outra data, antes da diplomação, prevista para janeiro de 2027.

Segundo o PSD, “a anulação superveniente do voto pode atingir seus efeitos em favor do candidato; não pode transformar retroativamente uma escolha política validamente manifestada nas urnas em ausência de escolha”.

O partido também argumenta que a divulgação inicial de um segundo turno criou expectativa legítima para os eleitores. Por isso, defende que a decisão posterior sobre a candidatura de Garotinho não poderia eliminar essa etapa.

O PSD pediu para que os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli não sejam designados relatores da ação, por já participarem de votação sobre o tema no TSE. Eduardo Paes reconheceu a derrota na quinta-feira (8), afirmando que respeitaria a decisão judicial, embora considerasse que ela contrariava a vontade dos eleitores.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress