PT pede ao STF investigação sobre possível interferência estrangeira na eleição

Partido quer apurar anúncios pagos no exterior favoráveis a Flávio Bolsonaro e suspeitas de apoio internacional à campanha

PT pede ao STF investigação sobre possível interferência estrangeira na eleição
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Foto: Google — Foto: STF (Supremo Tribunal Federal)  • Google

O PT pediu ao STF a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar possível interferência estrangeira na eleição presidencial, focando anúncios pagos no exterior.

O Partido dos Trabalhadores pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar possível interferência estrangeira na eleição presidencial nesta quarta-feira (24). O partido quer apurar anúncios pagos no exterior favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL), suspeitas de eventual apoio estrangeiro à campanha e possíveis vínculos financeiros e operações digitais na reta final da disputa.

O pedido foi apresentado ao ministro Flávio Dino em um processo no qual o STF já decidiu que medidas impostas por governos estrangeiros não podem produzir efeitos no Brasil sem respaldo da legislação brasileira. O PT quer que essa proteção também alcance as eleições.

O documento concentra a investigação em quatro frentes principais. A primeira aborda publicidade paga no exterior. O PT cita anúncios publicados no X por perfis estrangeiros entre 18 e 21 de setembro, com conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro e referências à alta do candidato na Polymarket. Segundo a petição, não foi possível identificar quem financiou as publicações. A campanha de Flávio afirmou não ter conhecimento dos anúncios.

A segunda frente retoma suspeitas já levadas ao Tribunal Superior Eleitoral sobre eventual apoio de grupos ligados à Rockbridge Network à campanha de Flávio Bolsonaro. O partido pede que sejam esclarecidos contatos e tratativas envolvendo Tallis Gomes, Pedro Sang e André Marinho. O documento registra as negativas dos envolvidos e afirma que ainda não há prova de repasse de recursos à campanha.

A terceira frente busca esclarecer se empresas brasileiras ligadas a estruturas societárias no exterior teriam intermediado recursos ou serviços em benefício do Partido Liberal ou de sua fundação. A petição ressalta que essas ligações, por si só, não comprovam financiamento estrangeiro.

A quarta frente pede acesso a contratos, registros de pagamento e dados de plataformas para identificar eventuais financiadores, intermediários e beneficiários. O PT também solicita a preservação de documentos e, caso surjam elementos suficientes, pede que sejam avaliadas medidas como buscas em locais ligados à campanha de Flávio e à sede nacional do PL, mediante autorização judicial.

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