Articulista critica PT por reduzir promessas entre programas de 2018 e 2026

Colunista aponta enfraquecimento de propostas sobre reforma trabalhista e teto de gastos em oito anos

Articulista critica PT por reduzir promessas entre programas de 2018 e 2026
Lula em evento no Rio Grande do Norte

Colunista compara planos de governo do PT de 2018 e 2026 e identifica enfraquecimento de propostas sobre temas centrais.

Um colunista questiona a trajetória das promessas do PT ao comparar os programas de governo de 2018 e 2026.

Segundo o texto, o partido se apresentava em 2018 como capaz de “refundar a democracia brasileira”, com plano dividido em cinco eixos que incluía deflagrar um processo constituinte, revogar o teto de gastos e a reforma trabalhista. Em 2026, o programa cresceu para 13 capítulos, mas, na avaliação do colunista, apresenta enfraquecimento das propostas originais.

A reforma trabalhista exemplifica a mudança de posicionamento. Em 2018, o PT prometia revogação completa. Em 2022, durante a campanha presidencial, o candidato suavizou a promessa para “uma nova legislação”. No programa de 2026, as referências à revogação desapareceram, restando apenas propostas de mudanças pontuais, como a redução da jornada de trabalho aprovada pelo Congresso na semana anterior.

O teto de gastos recebeu, na análise apresentada, o “maior dos saltos ornamentais”. Em 2018, era classificado como “neoliberal” e “restritivo”, devendo ser eliminado. Porém, em 2026, o arcabouço fiscal permanece mantido no programa, apesar da retórica crítica.

O colunista argumenta que o PT encontrou “maneiras criativas” de contornar as restrições fiscais, fazendo comparação com as pedaladas fiscais do governo Dilma Rousseff. A crítica sugere que mudanças superficiais são apresentadas como reformas estruturais, mantendo retórica de mudança sem alterações substanciais nas propostas anteriores.

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