Governador de SP sinalizou a aliados que pretende se lançar para 2026 com aprovação acima de 60%

Governador de São Paulo sinaliza a interlocutores plano de liderar oposição nacional e se candidatar à presidência em 2030, quando estará terminando segundo mandato.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou a interlocutores que pretende trabalhar para liderar a oposição no Brasil após a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país e projetar uma candidatura à Presidência em 2030.
Ele avaliou com aliados políticos que, daqui a quatro anos, não terá nenhuma amarra, estará terminando o segundo mandato e, portanto, livre para a disputa. Segundo os relatos, Tarcísio pontuou que, até lá, outros nomes da direita devem aparecer.
“Se chegar a 2030 com os índices que tem hoje, mais de 60% de aprovação, deverá ser candidato”, afirmou o governador, ressalvando que isso dependerá de bons resultados em seu governo.
O plano de liderar a oposição já vinha sendo traçado desde a derrota de Flávio no domingo, mas ganhou tração após a fuga do senador para os Estados Unidos com sua família. Segundo relatos, Tarcísio entende que é necessário organizar a oposição a partir de agora, já que, em sua avaliação, ela sempre foi desorganizada e individualista.
Na sua percepção, a oposição terá que trabalhar como um time, de forma conjunta e orgânica, tal qual a esquerda faz. A definição de uma agenda é essencial e deve ser estruturada com base nas duas mensagens da campanha de Flávio: economia e segurança pública.
Tarcísio tem a percepção de que o governo Lula não conseguirá responder a esses dois pontos, principalmente na economia. Ele tem dito a interlocutores que entende que a próxima quadra da política brasileira será um terreno fértil para a oposição porque o governo Lula 4 já tem uma crise fiscal contratada.
Segundo o governador, se o petista honrar tudo o que prometeu durante a campanha, o país vai quebrar; se não entregar, será acusado de estelionato eleitoral. Na sua avaliação, a crise fiscal irá impactar a taxa de juros, freando investimentos e fazendo com que as empresas percam valor.
Tarcísio avisou interlocutores que pretende liderar a agenda econômica em nível nacional, uma vez que governa o estado com maior atividade econômica do país. Ele pretende atuar de forma mais firme para ser porta-voz dos setores produtivos de São Paulo em relação às questões nacionais.
Pretende também fazer uma interface entre a questão econômica e a questão social, por exemplo, na necessidade de preparar os serviços públicos do país para receber um número maior de idosos no SUS e estruturar melhor a poupança para atender a essa mudança na pirâmide demográfica.



