Presidente Nunes Marques pediu apuração de cerca de 30 mil manifestações com desinformação e discurso de ódio nas redes sociais

TSE registrou cerca de 30 mil manifestações com desinformação, ameaças e exposição de dados pessoais de servidores e familiares
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pediu nesta quinta-feira (8) à Polícia Federal que investigue ameaças e ataques nas redes sociais contra servidores da Justiça Eleitoral.
De acordo com o Tribunal, até o início da tarde foram registradas cerca de 30 mil manifestações contendo desinformação, exposição indevida de informações pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas. As ameaças também atingem familiares dos funcionários.
Segundo a Corte, os servidores e seus familiares “passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física e apoio psicológico”.
O Ministério Público pediu a remoção de conteúdos e a responsabilização de usuários que promoveram os ataques. O TSE comunicou às plataformas X e Meta sobre a “proliferação dos posts irregulares”.
A Justiça Eleitoral classificou as ameaças como um “movimento crescente” contra os funcionários. O acompanhamento do fenômeno começou na última terça (6) pelo Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e pelo Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED).
O TSE enfatizou que “ataques indevidos e sem fundamento, de qualquer natureza, contra o sistema eletrônico de votação e ameaças a servidores públicos federais constituem crimes previstos no Código Penal e na legislação penal especial”.
A Polícia Federal deverá conduzir a investigação sobre a origem e autoria das ameaças registradas nas redes sociais.



