TSE libera retomada do canal Exército do Lula na quinta-feira após prazo de 48 horas

Ministro Kassio Nunes Marques autorizou funcionamento após campanha registrar endereço na Justiça Eleitoral nesta terça

TSE libera retomada do canal Exército do Lula na quinta-feira após prazo de 48 horas
Mensagem para usuários do canal Exército de Lula após ser derrubado no Brasil. Foto: Reprodução/WhatsApp — Foto: Mensagem para usuários do canal "Exército de Lula" após ser derrubado no Brasil  • Reprodução/WhatsApp

Canal de WhatsApp administrado por André Janones ficou indisponível terça-feira. Retomada ocorre após cumprimento de prazo de 48 horas contado da comunicação à Justiça Eleitoral.

O canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede), ficou indisponível por volta das 23h desta terça-feira (13). O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou a retomada do canal, mas somente após o prazo de 48 horas, contado a partir da comunicação do endereço eletrônico à Justiça Eleitoral.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou o canal na Justiça Eleitoral nesta terça. Com isso, a retomada do funcionamento da ferramenta deve ocorrer apenas na quinta-feira (15), quando o prazo estabelecido chega ao fim.

A regra aplicada por Nunes Marques prevê que endereços eletrônicos que já existiam antes de serem informados à Justiça Eleitoral só possam ser utilizados na campanha após 48 horas da comunicação à Corte. Na decisão, o ministro afirmou que, com a regularização, deixaria de existir o motivo que justificava a suspensão integral da ferramenta.

“Suprida a omissão, desaparece o suporte fático que a sustentava, e a manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade”, escreveu.

O canal foi inicialmente suspenso no domingo (11), por determinação de Nunes Marques, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). No mesmo dia, porém, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou, em outra ação, o restabelecimento provisório da ferramenta, inclusive para novas publicações e entrada de seguidores.

A sucessão de decisões levou a novas condições para o funcionamento do canal, entre elas a obrigação de informar o endereço eletrônico à Justiça Eleitoral. A nova decisão de Nunes também não encerra a análise das acusações apresentadas pela campanha de Flávio. O candidato afirmou que 499 mensagens teriam sido excluídas pelo administrador do canal e sustentou que a ferramenta funcionaria como uma espécie de centro de comando para mobilizações posteriormente executadas em outras plataformas.

Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta, representante do WhatsApp no Brasil, se manifeste sobre os documentos apresentados pela campanha de Flávio. O ministro também manteve a preservação dos registros relacionados ao Exército do Lula e a supervisão do canal pela área técnica do TSE.

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