Kassio Nunes Marques atribui decisões aos TREs. Número de alterações caiu de 4,3 mil para cerca de 400 após atualização de dados.

O presidente do TSE afirmou que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação e atribuiu aos TREs a responsabilidade pelas alterações.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta terça-feira (20) que a Corte não participa das decisões sobre mudanças de locais de votação entre os turnos eleitorais.
Segundo o ministro, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis pelas alterações. Os pedidos partem dos cartórios eleitorais e são analisados pelos tribunais regionais quando é necessário trocar o prédio onde funcionam determinadas seções. De acordo com Nunes Marques, os motivos incluem problemas estruturais, condições climáticas e questões de segurança.
“Hoje nós temos um sistema Elo que não está completamente atualizado. O TSE não tem nenhuma participação na alteração de locais de votação, não há nenhum tipo de chancelamento”, disse o ministro.
O número de locais alterados entre os dois turnos de 2026 é 94% menor que o registrado no mesmo período da eleição de 2022, informou Nunes Marques. A afirmação ocorre após a divulgação de números divergentes sobre as mudanças para a votação de domingo. Na sexta-feira (16), a Justiça Eleitoral informou que mais de 4,3 mil seções teriam alterações. Hoje, o total caiu para cerca de 400, conforme os TREs atualizaram os dados.
O ministro explicou que as zonas eleitorais alimentam o Sistema Elo e que os dados são atualizados à medida que os registros para o segundo turno são concluídos. Segundo o TSE, parte do número inicialmente mais alto estava relacionada a seções transferidas provisoriamente no primeiro turno. “O problema é que o sistema inicia com o mesmo número que havia no primeiro turno e depois vai atualizando”, afirmou.
Para Nunes Marques, houve “uma série de desinformações” sobre o tema durante a semana. O TSE pediu diretamente aos 27 TREs a lista dos endereços efetivamente alterados.
Pelo levantamento apresentado nesta terça, Minas Gerais tem o maior número de mudanças, com 17 locais, seguida por Maranhão com 13 e Pará com 11. Entre outros estados com alterações estão Paraná (9), Rio Grande do Norte (7), Ceará e Rio Grande do Sul (6 cada). Acre, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina e Tocantins não registraram mudanças.
Os números ainda podem variar até domingo (25), segundo a Justiça Eleitoral, caso problemas obriguem a transferência de novas seções.



