Descoberta a 175 quilômetros da costa reforça potencial da Margem Equatorial brasileira, com investimentos de US$ 2,5 bilhões até 2030

A Petrobras identificou hidrocarbonetos em segundo intervalo do poço Morpho, em outubro, reforçando o potencial da Margem Equatorial brasileira.
A Petrobras identificou petróleo em um segundo intervalo do poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A descoberta, conforme informado em 2 de outubro, renova uma pergunta sobre o potencial de o Brasil repetir o sucesso da Guiana, que já produz mais de 900 mil barris diários.
No poço Morpho, a Petrobras identificou hidrocarbonetos em 14 de agosto e confirmou petróleo três dias depois. A ocorrência de outubro veio de um intervalo mais profundo, sob lâmina d’água de 2.886 metros. O cronograma prevê a plataforma Manga em 2027, a extensão de Morpho entre 2027 e 2028 e Crotalus a partir de 2028.
As bacias Guiana-Suriname e Foz do Amazonas apresentam analogias em depósitos do Cretáceo, período entre 143,1 milhões e 66 milhões de anos atrás, com semelhanças em rochas geradoras e reservatórios. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) examinou essas semelhanças e diferenças em estudo apresentado em 2022, validando a investigação do litoral brasileiro.
Em setembro, o Ibama autorizou três poços adicionais no bloco FZA-M-59. A tarefa atual é delimitar as acumulações e medir sua capacidade de produção, que determinará se há viabilidade econômica para infraestrutura de produção.
Dos 40 poços exploratórios previstos no plano 2026-2030 da Petrobras, 15 estão na Margem Equatorial, contra 14 nas bacias do Sul e do Sudeste, incluindo Pelotas. A primeira região receberá US$ 2,5 bilhões, ante US$ 2,2 bilhões da segunda. O ritmo da campanha dependerá dos resultados obtidos nas próximas perfurações.



