Mãe do candidato presidencial revelou intimidações em entrevista, três dias antes do segundo turno das eleições

Três dias antes do segundo turno, Rogéria Bolsonaro revelou receber ameaças durante campanha presidencial de seu filho
Rogéria Bolsonaro revelou durante entrevista ao Pleno Time ter recebido ameaças durante a campanha presidencial de seu filho, Flávio Bolsonaro. A revelação ocorreu três dias antes do segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
Segundo Rogéria, ela procurou não falar publicamente sobre as intimidações recebidas. “Eu procuro não falar sobre isso. Os meninos não sabem disso. Eles vão até ficar bravos comigo quando por um acaso souberem. Mas eu recebo ameaça”, afirmou, com a voz embargada.
Apesar das ameaças, Rogéria declarou determinação em continuar apoiando o filho na disputa. “É uma luta do bem contra o mal e as pessoas estão perdendo um pouco a mão aí, estão perdendo um pouco a missão também. Mas, apesar de tudo isso, a gente vai continuar na luta, não vamos esmorecer por causa disso”, disse.
Rogéria recorreu à fé para expressar confiança no resultado eleitoral. “Deus protege a gente, né? E vai dar certo, vai dar certo. Não acabou ainda não. Ainda tem uns dias aí pela frente de guerra”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de Flávio vencer as eleições e assumir a Presidência, Rogéria declarou estar preparada, porém reconheceu as dificuldades enfrentadas. “Tô preparada para ser mãe de presidente, sim. Eu fico com o coração bem apertado, te confesso, por conta disso, porque os quatro anos do Jair presidente foram muito sofridos pra família toda. E filho sofrendo, a mãe sofre também”, relatou.
Ela avaliou que o período em que Jair Bolsonaro esteve à frente do governo funcionou como aprendizado para Flávio. “Por isso que eu acho, inclusive, que ele tá preparado para isso. Ele foi forjado por Deus para ser nosso futuro presidente”, concluiu.
No segundo turno realizado no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República com 51,75% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 48,25%. A vitória de Lula foi confirmada às 21h10, quando 98,76% das urnas haviam sido apuradas.



