Caiado defende projeto para classificar facções como grupos terroristas

Candidato do PSD à Presidência disse que Brasil tem estrutura para combater narcotráfico sem depender de decisões externas.

Caiado defende projeto para classificar facções como grupos terroristas
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD. Foto: YouTube — Foto: Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD  • YouTube

Ex-governador de Goiás reafirmou intenção de enviar ao Congresso projeto que mude classificação de PCC e CV durante agenda em São Paulo.

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a defender o combate às facções criminosas durante agenda em São Paulo neste domingo (20). Ele reafirmou a intenção de enviar ao Congresso um projeto de lei para classificar as organizações como grupos terroristas.

Caiado ressaltou que a mudança de nomenclatura “não depende de decisão nem de europeu e nem de americano”. A declaração referencia a decisão do governo dos Estados Unidos em classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas em maio deste ano.

Além da proposta de mudança na classificação, o candidato defendeu um trabalho de inteligência em parceria com as polícias brasileiras. Ele também mencionou ações em conjunto com forças de países vizinhos que podem funcionar como porta de entrada, escoamento ou fabricantes de entorpecentes ilegais.

“O Brasil tem estrutura para combater e poder cada vez mais libertar a população brasileira do narcotráfico. Basta que o presidente não seja conivente, como é o governo do PT, com o narcotráfico”, declarou Caiado.

A segurança pública já integra a agenda de campanha do presidenciável desde a pré-campanha, com ênfase nos resultados obtidos durante sua gestão no estado de Goiás. Quando o governo americano designou PCC e CV como organizações terroristas, Caiado afirmou à imprensa que via a decisão como “desmoralizante” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“É o atestado que faltava para confirmar que o Lula sempre os protegeu. O mundo e os brasileiros os reconhecem como terroristas e o Lula os classifica como vítimas dos usuários. Desmoralizante para o Lula. Já deu”, disse à época.

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