Coligação de Lula pede para desvincular canal ‘Exército do Lula’ da campanha

PT argumenta que espaço no WhatsApp, administrado por André Janones, não recebe recursos nem orientação da candidatura

Coligação de Lula pede para desvincular canal 'Exército do Lula' da campanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Estadão Conteúdo — Foto: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  • ESTADÃO CONTEÚDO

A coligação Brasil Pronto pra Mais pediu ao TSE que o canal de WhatsApp deixe de ser vinculado à campanha, após norma da Corte

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (16), que o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede), deixe de ser considerado vinculado à campanha.

O pedido se apoia nas regras aprovadas pela Corte no mesmo dia para definir quantos canais mantidos por apoiadores integram a estrutura eleitoral de uma candidatura. De acordo com a petição, a coligação Brasil Pronto pra Mais sustenta que o espaço não recebe recursos, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que a integram.

“O canal não recebe recursos, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que a integram”, afirmaram os advogados da defesa.

A defesa acrescenta que não há orientação sobre o conteúdo, a frequência das mensagens ou as metas do canal. A coligação argumenta que se trata de uma iniciativa de pessoa física que manifesta apoio espontâneo — hipótese que, isoladamente, não configura ligação formal com a campanha.

A nova regulamentação do TSE acrescenta os artigos 33-E a 33-G à resolução sobre propaganda eleitoral. Entre os elementos que podem caracterizar vínculo estão o financiamento, o compartilhamento de estrutura, a divulgação do endereço em perfis oficiais e a coordenação de conteúdo. Os critérios não são cumulativos, e a comprovação de um deles já pode ser suficiente para configurar vínculo.

A controvérsia começou após Flávio Bolsonaro (PL-DF) levar ao TSE acusações de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação envolvendo o canal. Na última terça-feira (13), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou que o canal permanecesse suspenso até ser registrado na Justiça Eleitoral e cumprir as condições estabelecidas. A campanha informou o endereço do canal no registro de candidatura de Lula naquele dia. O canal “Exército do Lula” voltou ao ar nesta quarta-feira (14).

Na nova petição, a coligação ressalta que cumpriu a determinação, mas comunicou que considerava o registro provisório e apresentou um pedido de reconsideração da ordem.

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