Empresas de ônibus do DF repudiam greve dos rodoviários marcada para segunda

Concessionárias afirmam que proposta incluía reajuste salarial de 6%, acima da inflação de 4,11% registrada no período

Empresas de ônibus do DF repudiam greve dos rodoviários marcada para segunda
Ônibus no Distrito Federal. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Concessionárias do transporte público do DF rejeitam greve aprovada em assembleia, afirmando que prejudica principalmente passageiros que dependem de ônibus para trabalho e saúde.

As concessionárias do transporte público coletivo do Distrito Federal se pronunciaram contra a greve dos rodoviários aprovada em assembleia neste domingo (27/9), com deflagração prevista para segunda-feira (28/9).

Segundo as empresas, a paralisação prejudica principalmente passageiros que dependem dos ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços de saúde e públicos.

“Quem mais perde com a paralisação é a população. São milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos que dependem do ônibus todos os dias para chegar ao emprego, à escola, ao hospital e aos serviços públicos”, afirmaram as concessionárias.

As concessionárias apresentaram proposta aos trabalhadores no sábado (26/9) com reajuste salarial de 6%, acima da inflação de 4,11% registrada no período. A oferta incluía aumento de 7% no tíquete-refeição e na cesta básica, além de reajuste de 11,88% no auxílio-saúde e plano odontológico.

A proposta estabelecia, segundo as empresas, duplicação do seguro de vida em grupo e manutenção dos postos de trabalho de cobrador durante a vigência do acordo.

De acordo com as concessionárias, o salário dos motoristas passou de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60 desde o início dos contratos de concessão, alta de 151%. No mesmo período, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou 97%. Com a proposta atual de reajuste, a diferença entre a evolução salarial e a inflação passaria de 60 pontos percentuais, segundo as empresas.

As concessionárias afirmam que realizaram mais de dez rodadas de negociação com o sindicato dos rodoviários e apresentaram propostas por escrito, ampliando a oferta ao longo das tratativas. Segundo a nota das empresas, até o momento o sindicato não teria apresentado uma contraproposta formal.

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