O candidato do PL recebeu 419.735 votos nas eleições de 4 de outubro, superando em mais que o dobro o recorde anterior

Lucas Polese (PL) recebeu 419.735 votos nas eleições de 4 de outubro e se tornou o deputado federal mais votado da história do Espírito Santo
Lucas Polese (PL) recebeu 419.735 votos nas eleições de 4 de outubro e se tornou o deputado federal mais votado da história do Espírito Santo, com 19,66% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados.
O resultado supera em mais que o dobro o recorde anterior, estabelecido por Amaro Neto (PP), que recebeu 181.813 votos em 2018. Polese teve quase três vezes a votação do segundo colocado, Jack Rocha (PT), que conquistou 142.187 votos.
O quociente eleitoral no Espírito Santo foi de 213.498 votos, calculado a partir do total de votos válidos dividido pelas dez vagas em disputa. Polese, sozinho, recebeu quase o dobro desse número. Embora a votação individual não determine diretamente a distribuição das cadeiras, o resultado teve peso expressivo no desempenho do PL e na disputa pelas vagas restantes, que também considera a votação dos partidos e federações e as regras de distribuição das sobras.
A votação de Polese influenciou a composição da bancada capixaba. O PL conquistou duas das dez cadeiras do estado, assim como União Brasil e PT. Podemos, Progressistas, Republicanos e PSB ficaram com uma vaga cada.
Nascido em 24 de outubro de 1996, em Cariacica, na região metropolitana de Vitória, Polese mudou-se aos oito anos para Colatina, no noroeste capixaba. A família mantém uma pequena propriedade rural com plantação de café, e ele ajudou nas atividades do campo durante a infância e adolescência.
Antes de entrar na política institucional, Polese trabalhou com internet, web design e artes gráficas. Seu interesse pela política ganhou força em 2014, após a reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2016, criou uma página na internet para fiscalizar políticos, contratos, licitações e decisões de órgãos públicos do Espírito Santo. A iniciativa procurava dar visibilidade ao uso do dinheiro público, questionar despesas e cobrar explicações de autoridades. Segundo Polese, o trabalho contribuiu para barrar contratos e compras que considerava desnecessários e para contestar reajustes salariais de vereadores em municípios capixabas.



